Não voltar nunca mais é triste. Li Carpinejar sobre despedidas hoje. Entendi. Porque é triste quando a gente deixa o pão aberto na mesa por muito tempo e ele acaba mofando. É triste quando a gente deixa o leite e ele acaba azedando. É triste deixar quietinho ali pra estragar. Rosas pra murchar. Lembranças pra esquecer. Amor pra se deixar de sentir. É tão tristinho. Eutanásia de sentimentos. Não voltar é um ato triste. Porque embora o fim seja tantas vezes natural ou necessário, ainda é triste e sofrido. Tem apego, tem saudade, tem o pó que fica, a marca que deixa. E tem o constante lembrar. Mesmo depois que passa tudo, fica o não ficar. O simples não ficar já é por si só tão triste. O leite azedando, o café esfriando, o amor acabando… mesmo que já nem existisse nada. Um quarto vazio. Um coração a vácuo. É triste o desperdício de espaço.
Mas eu sempre gosto de me dizer: triste mesmo é o desperdício de investimento em uma planta que não vai vingar. Não voltar é triste pra caramba. Mas, às vezes, não ir embora é ainda mais triste.
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